Rúben Pereira leva Portugal ao pódio do Concurso Internacional de Posters de Reggae

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Rúben Pereira, natural de Ourém, tornou-se motivo de orgulho português ao conseguir o 3º lugar do Concurso Internacional de Posters de Reggae, com um espectacular posterque celebra o reggae como veículo para a verdadeira revolução‘.

Tem 25 anos e estudou Design Industrial na Escola Superior de Artes e Design, em Leiria. Actualmente é designer e director criativo da marca Hunikus e actor no Grupo de Teatro Apollo, onde também é o responsável pelo design e comunicação, para além de ajudar na cenografia.

Rúben partilha a sua paixão de ser designer de produto e gráfico com algo que ganhou espaço na sua vida há alguns anos atrás: Reggae music. Tinha 16 anos quando os ritmos jamaicanos se tornaram uma inspiração. Ub40, John Holt, Jacob Miller (Inner Circle) são alguns nomes, mas a maior referência foi Bob Marley. ‘Foi a sonoridade do Bob e The Wailers que me enfeitiçou, pois ali descobri o ritmo que me corre nas veias‘.
O seu interesse pela cultura levou-o a ouvir inúmeros álbuns de roots, rocksteady, dub, rub-a-dub e atualmente está a desenvolver mais talento, guitarra.

Em 2016 descobriu o Concurso Internacional de Posters de Reggae que é uma iniciativa criada para celebrar a cultura de Reggae internacionalmente, cuja competição destaca a globalização do Reggae e o impacto da sua mensagem. De todo mundo, são escolhidos 100 posters de cada edição e os mesmo são exibidos em galerias, festivais, museus e outros espaços direccionados ao movimento.

Rúben participou nesse ano, mas foi em 2017 que o seu cartaz Reggae is Everywhere ganhou terreno na lista, garantindo-lhe a posição 62 entre os 100, onde também constavam outros 3 cartazes portugueses. Apesar deste ano, 2018, ser o único representante de Portugal a estar presente entre os 100 melhores, o artista conseguiu o 3º lugar na categoria profissional com o poster Roots Rock Road to Revolution.


A frase foi criada por si e sobre o excelente trabalho apresenta: ‘O reggae é um veículo para a revolução, onde as melodias e poesias são as verdadeiras armas de guerra. A ilustração que criei basicamente representa esta ideia, onde fiz a junção de dois principais elementos, o tanque de guerra (que representa a própria guerra em si e tem uma conotação geralmente negativa) e o Sound System, tipicamente jamaicano, que representa todo o universo do reggae e da sua filosofia. A junção dos dois é no fundo uma metáfora que celebra o reggae como veículo para a verdadeira revolução, com uma das armas mais poderosas do mundo: a música!‘.
Actualmente o cartaz está exposto em Kingston e brevemente será exibido no Ostróda Festival na Polónia.