A INDÚSTRIA MANIPULADA DO ÓLEO DE PALMA

0
148

plO Óleo de Palma, chamado antigamente como Azeite de Dendê, é um óleo produzido a partir do fruto da palmeiraDendezeiro – rico em vitamina A. É conhecido pelo seu uso culinário, principalmente na cozinha africana e brasileira, embora seja bastante utilizado nas indústrias de cosmética, farmacêutica, de lubrificantes, biocombustíveis entre outras. Encontra-se na maior parte dos alimentos embalados que enchem as prateleiras dos supermercados. É o óleo mais utilizado no mundo, seguido por soja e canola, e a sua industrialização é prejudicial para as florestas tropicais bem como, a flora e fauna.

É das colheitas mais destrutivas do mundo e a situação tem vindo a piorar

A Indústria Maciça de Devastação Ambiental
reCresce nos trópicos, exige grandes quantidade de água e é uma planta nativa da América do Sul e África Ocidental. No entanto, as plantações de palmeiras começaram a ser manufacturadas, sendo que se expandiram para outras áreas como Papua Nova Guiné, Quénia e Sudeste Asiático. A Indonésia tornou-se a 3ª maior exportadora do mundo, pois o óleo é responsável por 11% das suas receitas de exportação. Embora seja rentável, o ambiente paga um preço excepcionalmente alto devido a estas plantações.

pcExpandidas pelo planeta e ameaçando o meio-ambiente, os dois países de maior risco são a Indonésia e Malásia – ambos o lar dos orangotangos em vias de extinção. Estudos pelo Programa das Nações Unidas para o Ambiente (UNEP) e da Universidade de Princeton, EUA, indicam que as plantações põe em perigo a saúde desta espécie e criam conflitos entre as comunidades locais.

A Orangutan Foundation Internacional explica e destaca as consequências da produção do óleo de palma – ‘Em Sumatra, pelo meno, 10.8milhões de hectares foram abertos para as plantações de óleo de palma. A situação em Bornéu é semelhante. A conversão de florestas tropicais tem tido um impacto absolutamente devastador sobre a biodevesidade, tanto em Bornéu como em Sumatra. Além disso, a desflorestação pode causar erosão do solo e – porque a maioria das florestas foram apuradas através do uso do fogo – a poluição maciça de fumo. Grande parte das terras em que foram estabelecidas plantações de óleo de palma era constítuida por floresta de pântano de turfa. A drenagem, a queima e conversão de florestas de turfa a óleo de palma tem sido especialmente prejudicial para o clima do mundo, uma vez que levou a Indonésia ser o terceiro maior contribuinte de carbono para a atmosfera do mundo depois da China e dos EUA‘.

uiAs empresas de óleo de palma tendem a limpar florestas primárias em vez de áreas degradadas, pois a terra da floresta pode ser limpa com fogo, que fertiliza o solo naturalmente e economiza dinheiro. Para além disso, toda a madeira que for cortada, pode ser vendida. Depois da plantação estabelecida, os orangotangos tendem em usar a mesma como lar, sendo brutalmente mortos. A indústria chama os orangotangos de pragas agrícolas e estima-se que já morreram cerca de 50.000 nas últimas 2 décadas. Para além destes, os tigres, rinocerontes, ursos, elefantes, leopardos e macacos são outras espécies que sofrem da mesma situação.

De acordo com o World Wildlife Fund – ‘florestas tropicais com tamanho equivalente a 300 campos de futebol são devastadas a cada hora para abrir caminhos para a produção de óleo de palma. Esta desflorestação em larga escala está a levar muitas espécies à extinção e os resultados mostram que, se nada mudar, espécies como orangotangos poderão extinguir-se da Natureza dentro dos próximos 5 a 10 anos, tal como os tigre de Sumatra em menos de 3 anos‘.

Óleo de Palma Sustentável: Facto ou Ficção?
tgÉ comum encontrar o óleo de palma em lojas de alimentos orgânicos, a ser comercializado como um óleo de cozinha saudável, mas os rótulos (geralmente) descrevem que o óleo é colhido de forma sustentável e não tem impacto sobre o habitat dos orangotangos.
Em 2004 a Roundtable on Sustainable Pal Oil (RSPO) estabeleceu diversas directrizes voluntárias para o desenvolvimento de métodos menos destrutivos na produção do óleo – incluindo maneiras de proteger os direitos à terra da população local – mas muitos activistas afirmam que as mesmas são simplesmente greenwashing, pois as florestas continuam a ser destruídas, animais selvagens mortos e a população local mantém os seus protestos contra a apreensão das suas terras.

O próximo vídeo explicita o processo de produção do óleo de palma e as consequências derivadas do mesmo.

Ainda não apareceu o Gandhi da sustentabilidade nem o Mandela da biodiversidade. Não apareceu nenhum Martin Luther King para a mudança do clima. Não bastam um no mundo. Tem que ser milhões em todas as actividades!’

The insatiable demand for palm oil from Julio Etchart on Vimeo.