No passado dia 11 de Fevereiro, a caminho de casa, depois do trabalho, um casal viu um pequeno cachorro branco na via pública prestes a ser atropelado por um outro veículo que seguia à frente da viatura dos mesmos. Ao assistir ao sucedido, rapidamente foram em auxílio do animal. Ao abrir a porta, o cão rapidamente entrou dentro do carro, mostrando sinais de puro agradecimento. Naqueles primeiros 5 minutos parados no meio da estrada, o casal ponderou o que fazer, visto saberem o quão difícil é caso não encontrassem o dono, encontrar um local que aceitasse o animal, pois já não era a primeira vez que apanhavam animais perdidos, para além de terem quatro à espera em casa. Mas ajudar o cachorro falou mais alto. No dia seguinte, o casal partilhou o caso nas redes sociais, dirigiu-se ao Centro Médico Veterinário TojalVet, para confirmar se o cão tinha chip, mas não tinha. Fez-se de seguida uma busca intensiva com o mesmo pela zona de residência onde foi encontrado, andando de porta em porta, passando também pela junta de Freguesia de Santo Antão do Tojal, e também pela GNR, que ficaram com o contacto caso o dono se dirigisse a essa entidade. Contudo, sem sucesso. Como o caso foi divulgado nas redes sociais, o casal optou por ficar com o cão mais uma noite, na esperança que os donos aparecessem. Na manhã seguinte, o casal optou pela única solução possível, entregar o cão numa entidade responsável. Ligaram ao canil de Santa Iria da Azóia que depois de ouvir a situação acima referida, informou que deveriam ligar para o Centro de Recolha da Camara Municipal de Vila Franca de Xira e não contar-lhes que tinham albergado o cão, ‘mas sim que ele estava no meio da rua prestes a ser atropelado, para ver se eles se responsabilizavam pela situação’. O casal ligou então à entidade acima referida, que rapidamente passou a responsabilidade para a Câmara Municipal de Loures, pois o local onde foi encontrado pertencia a essa freguesia. Ao ligarem para Loures, foram mais uma vez reencaminhados para o canil da Povóa de Santa Iria da Azóia, pois afirmaram ser o Centro de Recolha Oficial em Loures. Já bastante indignados com a situação, ligaram novamente para o Centro de Recolha da Povóa de Santa Iria da Azóia, e após falarem com a mesma funcionária, Laurinda, foi a vez de falarem com a Dra. Patrícia. Após uma conversa com várias controvérsias, a Dra. perguntou com alguma ironia, se preferíamos ter o animal sufocado dentro de uma jaula, ou se era preferível solto e livre. Visto confirmar-se que o animal não estava habituado a andar na via pública, o casal não iria assumir essa responsabilidade. Após a chamada, o casal decidiu deslocar-se ao Centro de Recolha da Povóa de Santa Iria da Azóia, para entregar o animal à Dra. Patrícia e dar-lhe essa responsabilidade, mesmo tendo afirmado na chamada que o casal iria ser acusado de abandono